29/07/2015

Se as paredes do meu quarto pudessem falar.


    Hoje acordei de uma forma diferente, com sentimentos desconhecidos, me sentindo desnorteado, sem saber a quem recorrer. Estou aqui tentando não sentir absolutamente nada. Sorrindo em frente ao espelho como se estivesse bem, mas no fundo sei toda a verdade. Há muito tempo não me sentia dessa maneira e tenho que confessar que pela primeira vez me sinto sem instabilidade. Pressinto que estou perdido até quando falo, não consigo ver meu reflexo feliz desde então. Sei que careço de algo. Me faço falta, mas não sei aonde me encontrar. Me vejo amadurecendo por dentro e envelhecendo por fora com uma rapidez que chega a me assustar. Sentado em frente ao computador, tento expressar meus sentimentos enquanto escrevo. Tudo está distante e nada parece fazer sentido.

    Me sinto sufocar por palavras nunca ditas, por muitas oportunidades que deixei passar em meio a tantas coisas que deveria ter feito e por medo, não fiz. Meu maior problema atualmente, é guardar tudo isso pra mim, tantos dizeres, inúmeros sentimentos e lágrimas que secaram por muito tempo. Fico tão obcecado por encontrar respostas, que no fundo sinto falta de ar e essa loucura começa a me deixar sem fôlego, sem conseguir respirar. A verdade é que sempre fui muito intenso nessa vida, principalmente nos assuntos que envolvem o coração. Nos sentimentos, nas minhas relações, em minhas atitudes. Com certa frequência, me perco no meio do caminho por nunca encontrar alguém mais intenso como eu ou que seja tão intenso quanto.

    Não quero ficar perdido nesse mar de palavras e de promessas que faço a mim mesmo diariamente. Ás vezes acho que é paranoia da minha cabeça e que não devo pirar por qualquer coisinha. Mentalmente, imagino um filme da minha vida até aqui, passar em um telão e novamente me vejo parado em frente a portas, na qual sei que devo escolher um dos caminhos. Mais uma vez por medo, não me vejo prosseguindo. Sinto meu corpo todo recuar, enquanto meu interior grita para seguir tal direção, mas tudo que eu faço me leva ao mesmo ponto de partida. A lugar nenhum. Continuo aqui, a esperar, que as coisas deixem de ser como são, para que finalmente possam ser como eu quero.

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