23/09/2015

O que nos impede de sermos verdadeiramente felizes?


    Nunca consegui esconder o que eu sinto. Não adianta. Já tentei, não dá. Tive uma avó que sempre guardou tudo que sentia pra si mesma e do pouco que me lembro dela, recordo-me de seu semblante triste e ao mesmo tempo vazio. Hoje em dia, me permito chorar, sofrer, sorrir e principalmente sonhar com mais frequência. Sonho com o dia em que encontrarei alguém que entenda o por que deu sentir tanto, o que na minha atual realidade acaba se tornando quase que impossível. Outra coisa que venho aprendendo é não alimentar falsas esperanças ou criar expectativas em coisas e principalmente em pessoas. Tudo sempre me decepcionou tanto e eu prometi que de agora em diante as coisas vão ser diferentes. 

    Cansei exageradamente de deixar pessoas acharem que tem o poder de entrar na minha vida, fazer uma bagunça interna e simplesmente irem embora deixando um caos aqui dentro de mim. Se quer ir, agora vá, mas irá levar todas as lembranças e recordações que te pertencem. Preciso dar espaços para novos sentimentos, ideais e principalmente novas experiências. Eu não sei lidar com memórias. Ficar remoendo lembranças, me martirizando pelo que já passou. Não consigo ficar cutucando em feridas que ainda não se cicatrizaram e por mais que certos pensamentos rondem minha mente em determinados momentos, finjo não lembrar. Finjo que não dói mais, que não me abala, não me machuca. E às vezes dá certo. 

    A gente começa a aprender a lidar com coisas que fogem do nosso alcance. Sei que não podemos controlar o que sentimos, mas podemos ter o controle da intensidade do que vamos sentir. Para o meu próprio bem, estou adquirindo o hábito de não ser mais tão intenso. Estou aprendendo a dosar tudo na medida certa, falta muito até que eu aprenda, mas espero um dia alcançar. Tenho sido mais realista e isso tem me feito muito bem. Sonhar com os pés colado ao chão não parece lá uma má ideia. Preservar o nosso coração e não deixar-se desgastar por emoções fulas, nos faz sermos mais sensatos em varias escolhas e decisões da vida. E hoje, eu escolho não sofrer por mais nada, nem ninguém. Muito menos remoer memórias ou querer reviver velhos tempos e lembranças do passado. Se o destino não me permitiu viver, é por que não me pertencia.

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