01/10/2015

Permita-se decepcionar-se.


    Desde o começo do ano, tenho tentado deixar de acreditar em palavras e passar a acreditar mais em atitudes. Palavras me ganham com muita facilidade e acho isso um erro quase que imperdoável em mim. É tão difícil viver achando que nem todas as pessoas são iguais (e com o perdão da palavra, sim, estou generalizando). É sempre aquela mesma histórinha que estamos cansados de viver: conhecer, acreditar, iludir-se e se foder. Aconteceu comigo. Uma, duas, três, quatros vezes. E essa última vez destruiu o meu coração. Mesmo pensando que poderia ser diferente, não foi e também não foi por falta de aviso. Foi por acreditar demais. Acreditar que nem todos são iguais e no final acabar se mostrando que são sim. E o que mais me dói do fundo do meu ser, é ter de ouvir aquela famosa frase: Eu te avisei!

      Eu devo ter algum problema, não é possível. Fico brigando com as minhas poucas amigas, falando pra não se apegarem, não acreditar em palavras e esperar atitudes, mas eu mesmo faço exatamente o contrário. O pior de tudo é quando a gente insiste no erro, acredita cegamente que a pessoa vai mudar e não muda. Podem trazer o prêmio de trouxa do ano, por que o de 2015, acredito que quem o levará sou eu. Logo depois de ter escrito um livro sobre sonhos, me permiti sonhar além. Sonhar com amores reais, com amizades leais, com o felizes para sempre. E não querendo desanimar ninguém, não é fácil quanto parece e peço desculpas do fundo do meu coração se alguma vez eu fiz parecer ser.

    Achei que poderia mostrar para as minhas amigas que estou na fase sob controle da minha vida, mas não estou. E a parte mais difícil é ter de contar o que eu passei, sem que sintam dó de mim. Parem, por favor! Eu sei que errei em depositar milhões de expectativas em alguém que me fez acreditar em pedidos a estrelas cadentes, mas agora acho que já deu pra aprender. Pelo menos estou pegando essa experiência pra poder contar a respeito. Tenho uma amiga, que diz ser exatamente igual a mim: Acredita tanto em amor que o vê em todos os lugares, se bobear até na lata do lixo. Mas isso seria ruim? Acho que não. Não sou uma má pessoa e acredito que a gente atrai aquilo que nós transmitimos. Mas e quando a gente se ilude por algo que não iria para frente? Há algo a se fazer a respeito? Ficar se prendendo não é a solução. Vamos nos permitir quebrar a cara. Nos permitir dar o nosso melhor, mesmo quando não há reciprocidade. 

    Já ouviram falar na lei do retorno? Eu acredito cegamente nela. E agora, falando com experiência própria e vivida, sei que mais à frente, haverá algo de muito bom nos aguardando. Então se você se encontra como eu, achando que é o fim do mundo, por que mais uma vez quebraram seu coração, antes de mais nada, vamos dar as mãos… Agora, vamos acreditar que haverá alguém que será capaz de enxergar além dessa capa, dessa embalagem superficial que há aqui por fora. E se conseguir mostrar o que há de melhor em você, permita-se expor o que há de melhor no seu interior e não deixem que decepções façam você desacreditar em finais felizes, amores verdadeiros e toda aquela magia que a Disney colocou na nossa cabeça desde criança. Eu estou com o coração partido, talvez sangrando, mas eu estou me permitindo sofrer em mais essa vez. E por mais que talvez demore, uma hora vai passar. A se vai!

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