30/11/2015

Eu não sou seu plano B.


    Ando me questionando sobre em que momento deixei de ser único motivo, pra passar a ser opcional para as pessoas. Como quando compramos um sanduíche em alguma lanchonete pequena ou em uma rede de fast food, obrigatoriamente sempre tem o katchup e a maionese, mas algumas vezes tem a mostarda. É lei a combinação katchup e maionese, mas misturar a mostarda no sanduíche é algo que eu absolutamente não faço e simplesmente a ignoro na bandeja em cima da mesa. O ano de 2015 me fez refletir sobre todas as vezes em que fui uma opção para alguém. Sobre as vezes em que estive de escanteio, lembrado quando não havia alguém melhor como "acompanhamento", sendo procurado apenas quando precisavam da minha pessoa.

    Finalmente enxerguei que por mais que eu tenha sido um opcional ou acompanhamento para preencher "vazios" e suprir necessidades alheias, na minha vida sempre ocuparei o 1º lugar. Sempre me mantive no podium até mesmo quando o mundo resolvia me colocar pra baixo ou quando as pessoas contribuíam para que eu não me mantivesse no topo, e acreditem, não foram poucas às vezes que isso sucedeu. O lugar onde todos devem querer chegar e aprender de alguma forma a se manterem lá, por mais difícil que seja e por mais impossível que pareça.

     Não aceito mais em hipótese alguma ser opcional, estepe, tapa buraco ou um quebra galho. Me recuso a mudar para que se sintam bem com um alguém que não sou. O pacote é esse: muito mais do que beleza ou do que os olhos possam enxergar. A tendência é melhorar e não regredir, nem muito menos mudar para satisfazer egos infláveis, pessoas inseguras que não querem ou não conseguem aceitar-se a si próprios e acham que tem o direito de mudar o outro. Na lista de prioridades da minha vida, eu me coloco em 1º lugar e quem não me achar suficiente para me ver com os mesmos olhos, estará ciente que nem como opção me terá em sua vida. O período de reciclagem chegou e com ele, se vai você e toda a sua parafernalha que trouxe contigo.

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